vertigem e tontura

Dra. Cristiana B. Pereira


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Vertigem associada a enxaqueca

A vertigem associada a enxaqueca é uma queixa comum, embora haja alguma confusão na literatura em relação aos critérios para o diagnóstico e em relação aos termos utilizados (vertigem associada a enxaqueca, vertigem migranosa, migrânea vestibular, enxaqueca basilar e vertigem recorrente benigna).

A vertigem é duas a três vezes mais comum em pacientes com cefaléia do que naqueles sem cefaléia é responsável por 5-10% dos atendimentos em ambulatórios especializados. A vertigem associada a enxaqueca pode começar em qualquer idade e tem preponderância feminina (1,5 a 5 vezes mais mulheres do que homens acometidos).

O diagnóstico da vertigem associada a enxaqueca é estabelecido através dos sintomas que o paciente apresenta:

  • vertigem rotacional, outros movimentos ilusórios, vertigem poscional, desconforto aos movimentos da cabeça, sensação de desequilíbrio ou vertigem provocada pelo movimento da cabeça

  • dor de cabeça, com características de enxaqueca

  • em pelo menos duas crises de vertigem (e não em todas) deve haver dor de cabeça (enxaqueca), ou intolerância à luz, ou intolerância ao som, ou auras visuais, ou outras auras.

  • desencadeantes de vertigem específicos da enxaqueca, por exemplo, alimentos específicos, irregularidades no sono, alterações hormonais.

Em pacientes com vertigem associada a enxaqueca, os episódios de vertigem podem ser muito longos ou muito curtos. A vertigem pode ainda ser manifestada apenas em algumas posições da cabeça (vertigem posicional) ou o paciente pode ainda manifestar apenas uma intolerância aos movimentos. A associação dos episódios de vertigem com a cefaléia não é constante em um mesmo paciente e alguns episódios de vertigem podem ocorrer sem cefaléia.

A realização de exames se torna necessária apenas quando é importante descartar outra doença, pois nos casos de enxaqueca e de vertigem associada a enxaqueca exames como, por exemplo, a ressonância magnética, são normais.

O tratamento se faz com dois objetivos: tratar as crises quando estas já se iniciaram, prevenir as crises. O tratamento da crise se faz com analgésicos, anti-inflamatórios e antivertiginosos.  A prevenção das crises se faz com o uso diário e prolongado de medicações específicas.